terça-feira, 15 de março de 2011

E as Forças de Khadafi continuam a avançar..


As forças leais ao Coronel Khadafi tomaram nesta terça a importante cidade de Ajdabiya, o último ponto de defesa antes de Benghazi, sede do governo rebelde. A cidade possuía um importante papel estratégico para as forças rebeldes, pois abriga depósitos de armas e munições além de ser um importante entroncamento rodoviário ligando a duas cidades, Benghazi e Tobruk. Com a captura da cidade, as forças leais ao ditador líbio possuem a caminho livre para Benghazi.

O combate pela cidade não durou muito. As forças de Khadafi atacaram por duas direções e com uma gama de armas, como artilharia, ataques aéreos, carros de combates e mísseis. Os rebeldes, mal armados, começaram a debandar quando as forças leais ao ditador entraram na cidade. Há relato de que diversas casas foram destruídas e que também há civis mortos.

A estratégica usada por Khadafi, apostando em um pequeno número de tropas leais e mercenários (a maioria de nações africanas próximas à Líbia) tem dado certo por enquanto. As brigadas de assalto enviadas através da costa para sufocar os pontos rebeldes são apoiadas por carros de combate de origem russa e outros veículos blindados, além de algumas dezenas de caça-bombardeiros e helicópteros de combate. Navios de guerra no mar Mediterrâneo também dão suporte as forças de terra.

Inicialmente, o ditador parecia ter perdido o controle de algumas áreas do país, mas ainda na semana passada a maré virou. Khadafi conseguiu controlar a cidade de Zawiya, a 50 quilômetros de Trípoli e tomou ao leste as cidades petrolíferas de Ras Lanouf e Brega. Tudo indica que seu próximo alvo será Benghazi, a 160 quilômetros de Ajdabiya, já em mãos do ditador.

Zona de Restrição Aérea.

Franceses e Ingleses partiram ontem, para uma reunião do G8, no intuito de estabelecer uma zona de restrição aérea na Líbia. Porém as suas expectativas logo foram por água abaixo. O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, contrário a medida, declarou que seu país continua muito cético em relação zona de restrição de vôo e recomendou mais pressão política sob o ditador líbio. Suas declarações receberam apoio do Brasil, Rússia, África do Sul.

Só ocorrerá a proibição de vôo na Líbia se houver uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada por pelo menos nove votos favoráveis e sem veto de algum dos cinco membros permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido).

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