Espaço criado por estudantes de Relações Internacionais do Ibmec-MG com objetivo de discutir e analisar as questões internacionais.
domingo, 20 de março de 2011
25 anos depois de Chernobyl
No dia 26 de Abril o acidente nuclear completará 25 anos, diferentemente dos dados oficiais publicados pelo governo da antiga URSS e da IAEA, o número de mortos e de vítimas de câncer causadas pela exposição foi muito maior.
Novos estudos estimam que o número de mortes causadas por câncer diretamente ligada à exposição foi de 30.000 - 60.000 (habitantes de Chernobyl e Pripyat), o número de atingidos pela radiação ultrapassou 600.000 na Europa e 19.000 no resto do mundo.
Mineiros russos e ucranianos são levados para a Pripyat e recebem a missão suicida de construir um túnel de 150mts até a base do reator. Ao todo foram mais de 500 000 militares e civis obrigados a servir em Chernobyl, nenhum deles estava ciente do risco que corriam, em alguns lugares dentro da estrutura, os níveis de radiação eram tão altos que uma exposição de mais de 5 minutos era mortal. Os "camaradas" trabalhavam em turnos de 2 minutos durante 24hs por dia na construção do túnel e na limpeza de materiais radioativos no telhado da usina.
Eles ficaram expostos à níveis de 2000 vezes acima do permitido, estima-se que 2/3 morreram. Por fim, o cooler não foi construído e a usina foi vedada com um grande sarcófago de chumbo.
O mais espantoso é que todos esses trabalhadores receberam apenas uma condecoração por heroísmo e $100.
A Academia Russa de Ciência estima 200 000 mortes na Rússia, Bielorrússia e Ucrânia, essa estimativa não é compatível com os dados da Comissão Nacional da Ucrânia para Proteção Radioativa que estipula uma margem de no mínimo 500 000 mortos no país.
É praticamente impossível estipular o número de mortes devido ao desastre nuclear, dados do governo soviético podem ter sido manipulados para não revelar ao mundo a verdadeira proporção do desastre.
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