
O Burundi enviou esta semana mais 1.000 soldados para a missão de paz na Somália. As tropas burundesas juntos com tropas de Uganda operam sob a insígnia da União Africana (AMISOM) em conjunto com forças da GTF (Governo de Transição Federal, administração interina na Somália reconhecida internacionalmente). Esta ação faz parte do plano ainda do ano passado de elevar o número de militares na região para 12.000.
Isso é um feito extraordinário para um país tão pequeno como o Burundi, com apenas 28.000 quilômetros quadrados. Uma vantagem tanto para ele e também para Uganda é que suas tropas ganham experiência militar e melhor, são pagos por isso. Uma desvantagem é que os dois países passam a ser alvos de grupos radicais islâmicos existentes na Somália.
Enquanto isso, os combates na capital Mogadício entre as tropas de paz e da GTF contra o grupo islâmico al-Shabab continuam. Cerca de 50 soldados da missão de paz da AMISOM morreram nas duas últimas semanas em decorrência dos confrontos na cidade. Os distritos de Hodan, Hawlwadag e Abdi-Asis concentram a maioria dos combates.
A al-Shabab é um grupo fundamentalista Islâmico que surgiu por volta de 2004 e engajou na luta contra a GTF em 2009, depois que tropas Etíopes deixaram o país. E a luta parece que vai continuar. A Somália é de fato um estado falido, sem governo a décadas. O novo governo, que é representado pelo Presidente Sharif Ahmed, controla apenas uma parte do país.
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