
Jatos franceses atacam a Líbia.
Reforçando a Resolução 1973 do Conselho de Segurança, forças de uma Coalizão composta por países como EUA, Reino Unido, França e Canadá, Itália, Dinamarca, Espanha, Bélgica, Noruega, Qatar e Emirados Árabes Unidos iniciaram neste sábado, dia 19, um ataque contra as forças leais ao Coronel Khadafi. A medida prevê a criação de uma zona de restrição aérea sobre a Líbia e também a tomada de “quaisquer medidas necessárias para proteger o massacre de civis por tropas de Khadafi”.
O ataque inicial foi liderado por Rafales e Mirages franceses que destruíram depósitos de petróleo em Misrata além carros de combates blindados que estavam ameaçando a população civil em Benghazi. Depois, navios de guerra e submarinos britânicos e americanos estacionados no Mar Mediterrâneo despejaram uma chuva de mais de 100 Tomahawks sobre cerca de 20 alvos na costa Líbia. Já no dia de hoje foi à vez dos caças americanos, F-15, F-16, AV-8B Harriers e B-2 junto com Typhoons e Tornados britânicos bombardearem alvos específicos na capital Trípoli.
Agora os ataques se concentram no sistema de defesa aérea de Khadafi com objetivo de assegurarem a zona de restrição aérea. O sistema de defesa aérea de líbio é de fato sua arma mais potente. A Líbia possuí mais de 400 mísseis terra-ar além do perigoso sistema SA5A Gammon, de origem russa, que consegue abater um avião a uma distância de 150 quilômetros. O sistema data da década de 80 mais ainda é capaz de causar muitos estragos.
Enquanto isso, forças leais ao ditador entraram na cidade de Misrata, único reduto rebelde da parte oeste do país. Há relato de combates na cidade entre as forças de Khadafi e rebeldes. Já em Benghazi, os rebeldes avançaram para a parte oeste da cidade depois que os franceses destruíram alguns carros de combates e veículos militares de Khadafi. Eles agora implementam uma busca entre os colaboradores do ditador, que semearam o pânico nos últimos dias na cidade. Há relatos de que eles não estão fazendo prisioneiros, mas sim executando todos que possuem relações com o governo do ditador Khadafi.
Raio-X das Forças envolvidas.
As Forças de Coalizão que atacam a Líbia são compostas de jatos e armas de última geração. Tanto os EUA como o Reino Unido possuem submarinos no Mediterrâneo e foram estes que bombardearam o país com mísseis Tomahawk. Os britânicos também possuem aviões de combate Tornado e Typhoons que decolam da base aérea de Marham no leste da Inglaterra e são apoiados pelas Fragatas HMS Cumberland e HMS Westminster além de aviões para reabastecimento aéreo VC10 e Tristar como também aviões de vigilância E3D Sentry. Os americanos, além dos caças e bombardeios já citados no artigo mais acima, possuem um grupo de batalha naval deslocando para a região, composto de quatro navios, liderados pelo porta aviões USS Enterprise. A Espanha ajudará com jatos bombardeios F18 e a Noruega com jatos F16. A Itália, além dos jatos Tornados, ofereceu a base da OTAN em Nápoles para uso da Coalizão. A Dinamarca também enviará jatos de combate para região. Da parte do Canadá, além do HCMS Charlottetown, seis aviões de combate CF-18 também entrarão em cena.
Já por parte das forças de Khadafi, o único armamento respeitável é o sistema de defesa antiaéreo, entre ele o SA5 Gammon, já citado acima. Suas forças contam com um atraso de mais de 20 anos. No papel, a Líbia possuí uma força mecanizada respeitável de aproximadamente 2.000 carros de combate. No papel, claro. Cerca de 200 desses carros são T-72 soviéticos, 100 são T-62 e mais de 500 T-55, carros de combates bem antiquados, mas que ainda funcionam. O resto está inoperante. Dos 200 T-72 citados, menos da metade funciona. A maioria destes equipamentos é antiga, da época em que a Líbia esteve em guerra com o vizinho Chade. E estes armamentos foram subjugados por camionetes com metralhadoras montadas nas traseiras, operadas por irregulares tribais. Só isso já mostra a qualidade das forças de Khadafi.