terça-feira, 29 de março de 2011

Síria - mais um ditadura árabe balança no poder.

Manifestantes sírios pedem o fim do regime da família Assad.

Continua instável a situação na Síria onde mais de 60 pessoas já morreram devido aos confrontos entre manifestantes que já duram duas semanas. O Presidente Bashar Al-Assad disse que irá discursar ao povo nos próximos dias e prometeu tocar nas questões domésticas que incendeiam o país como as reformas tão esperadas pela população. Os protestos, que de início, eram para um aumento de liberdade, se tornou em grandes manifestações contra o regime.

A situação se tornou crítica para o presidente quando hoje o Primeiro Ministro Mohammed Naji al-Otari e todo o governo sírio pedir demissão, acatado pelo presidente. É esperado que um novo governo seja reerguido mais todos sabem que na Síria o Executivo tem pouco poder, que está de fato, nas mãos da família Assad.

Por décadas a Síria é regida pela família Assad e por uma minoria de Católicos, Drusos e Xiitas e que consiste em apenas 25% da população. Os 75% da população restante é Sunita e não está nada contente com a situação, querem liberdade, empregos, multipartidarismo, liberdade de imprensa e menos polícia secreta.

Ocorreram também manifestações pró-Assad nas cidades de Damasco, Alepo e Hama, onde muitas pessoas, a maioria funcionários públicos, levaram cartazes de Assad além de faixas dizendo “Urgente, a Conspiração fracassou” ou “Fizemos cair a Conspiração e as divisões sectárias” entre outros. Foi dada uma grande cobertura televisiva a estas manifestações, uma clara jogada do regime de Assad para tentar equilibrar a balança em meio a esta crise, coisa que não será fácil de fazer.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A lição apreendida com o Iraque

Enquanto os rebeldes tomaram Nawfaliyah e seguem em direção oeste à cidade de Sirt(importante base militar e cidade natal de Kadafi), os EUA se mantém afastados da liderança das forças de coalizão, que agora são lideradas pela OTAN.

Rebeldes líbios são mal-preparados e recebem haxixe para enfrentar os soldados de Gaddafi


Os EUA estão preocupados em cometer os mesmos erros que cometeram no Iraque, justificaram a invasão com a desculpa das "armas de destruição em massa" que nunca foram encontradas,invadiram o país, depuseram o ditador que mais tarde foi enforcado, e tentaram implementar um regime "democrático" com moldes ocidentais que não teve êxito algum.É por isso que deve se tomar muita cautela, todas as intervenções militares e diplomáticas que tentam acabar com o regime de Kadafi tem que ser meticulosamente planejadas para que um fracasso não volte a se repetir.

A Itália propôs um cessar-fogo e exílio para Gaddafi, além de mediar o diálogo entre líderes tribais e os rebeldes, mas os rebeldes não estão dispostos a negociar. A força de coalizão liderada pela França foi criticada pela Rússia: "We consider that intervention by the coalition in what is essentially an internal civil war is not sanctioned by the U.N. Security Council resolution," Sergei Lavrov - Ministro dos assuntos exteriores russo

Dessa vez, os EUA não planeja ocupar o poder na Líbia, a lição apreendia no Iraque mostra que o povo só vai aceitar uma nova ordem política se a segurança de todos for garantida.














quarta-feira, 23 de março de 2011

Visita de Obama marca um novo capítulo nas relações entre Brasil e os EUA.

Obama em visita ao Brasil.

A visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil, neste ultimo final de semana, reflete a nova posição na qual o Brasil se encontra no cenário internacional. Com o crescimento econômico e político de nosso país nos últimos anos, o Brasil ganhou mais respeito e, consequentemente, mais força e destaque nas relações internacionais. Por isso a escolha de Obama, em sua primeira visita a América Latina como presidente, visitar o Brasil. Fato que não ocorre com um presidente dos Estados Unidos desde 1997, quando Bill Clinton esteve no Rio de Janeiro.

Em seus discursos em solo brasileiro, Obama insistiu nos laços de amizade entre Brasil e Estados Unidos, destacando duas democracias fortes e estáveis, que juntas podem ter mais ganhos mútuos, tanto no aspecto político, quanto no comercial. Esta parte do discurso também foi uma forma de ‘’alfinetar’’ as ditaduras do Mundo Árabe, que se encontram em extrema instabilidade. O fato é que os americanos sabem que nesta nova ordem mundial (intensificada após a crise econômica), a hegemonia americana fica cada vez mais distante e para um maior equilíbrio de poder para onde o mundo caminha, o apoio do Brasil, assim como de outros países emergentes, é essencial. Os EUA passaram a depender mais do Brasil, de nossas ações, de nossas políticas. Assim como o Brasil, que há muitos anos depende dos americanos, cada vez depende menos. A posição de nossos governantes sobre a visita é de apreço, e vontade recíproca de ampliar ainda mais a relação entre os dois países. Mas a intenção de Dilma também é de pressionar cada vez mais Obama a aceitar a entrada do Brasil no conselho de segurança da ONU, o que aumentaria ainda mais a importância e o respeito mundial pelo Brasil, além do aumento substancial de força política internacional que ocorreria com nosso país. Obama não se aprofundou nesta questão da entrada do Brasil no conselho de segurança da ONU durante sua estadia em território brasileiro.

A vinda do presidente americano ilustra o aumento significativo da importância do Brasil para os Estados Unidos, e para o mundo de maneira geral. Ilustra também o ‘reconhecimento’ por parte dos EUA, de que sem as potências emergentes como parceiras, eles terão muitos problemas para conseguir se manter como uma das principais lideranças globais nesta multipolaridade em que o mundo se encontra.


Texto de Renato Carvalho.

terça-feira, 22 de março de 2011

Exército dos Estados Unidos espera por nova ofensiva do Taliban.

Um CH-47 Chinook desembarca soldados americanos no Afeganistão.

O Exército dos Estados Unidos está convicto de que haverá uma “ofensiva de primavera” por parte do Taliban nas próximas semanas no intuito de recuperar o terreno perdido para os americanos no ano passado. Também há o receio de que eles usem ataques suicidas contra pessoas que tenham ligações com o Governo Afegão ou Forças de Coalizão.

Porém, os comandantes em Cabul junto com oficiais que lutam no sul e no leste do país dizem que suas tropas estão mais bem posicionadas do que no ano passado além de terem mais apoio das Forças afegãs, que teve a adição de mais de 70.000 soldados esse ano. O General Petraus disse que do mesmo jeito que haverá uma ofensiva por parte do Taliban, haverá também uma ofensiva por parte da ISAF (International Security Assistance Force) e das Forças Afegãs, no intuído de expandir o terreno já conquistado.

A luta no país tem se resumido no sul, onde se concentra a produção de ópio e que também faz fronteira com o Paquistão, região muito usada pelo Taliban para “descanso”. Cerca de 30.000 soldados americanos foram enviados para a região.

Para o Taliban, o trabalho de recrutamento para a ofensiva de primavera continua. Devido aos estragos que a Coalizão e as Forças Afegãs fizeram em suas gangues de drogas, (sua principal fonte de renda), haverá muita menos dinheiro para pagar seus recrutas. Logo, esses homens serão mal pagos ou nem mesmo receberão seu pagamento, mas como serão enviados para áreas do país onde o Taliban opera como bandidos, eles poderão saquear e pilhar a vontade. Essa é a promessa para homens de todas as idades ingressarem nas fileiras do Taliban.

A relação entre o Taliban e as gangues de droga é bem estreita. Basicamente, um não vive sem o outro. As gangues pagam o Taliban para prover segurança para os plantadores de Papoula (flor de onde o ópio é obtido) e para os laboratórios onde o ópio é convertido em heroína. O Taliban também garante a segurança dos contrabandistas que trazem os produtos químicos para os laboratórios e também para aqueles que levam a droga até a fronteira. Paquistaneses colaboradores do Taliban garante a segurança do transporte da droga até o porto de Karachi. Dali, metade da heroína produzida no Afeganistão é transportada para o resto mundo.

domingo, 20 de março de 2011

25 anos depois de Chernobyl

No dia 26 de Abril o acidente nuclear completará 25 anos, diferentemente dos dados oficiais publicados pelo governo da antiga URSS e da IAEA, o número de mortos e de vítimas de câncer causadas pela exposição foi muito maior.

Novos estudos estimam que o número de mortes causadas por câncer diretamente ligada à exposição foi de 30.000 - 60.000 (habitantes de Chernobyl e Pripyat), o número de atingidos pela radiação ultrapassou 600.000 na Europa e 19.000 no resto do mundo.
Mineiros russos e ucranianos são levados para a Pripyat e recebem a missão suicida de construir um túnel de 150mts até a base do reator. Ao todo foram mais de 500 000 militares e civis obrigados a servir em Chernobyl, nenhum deles estava ciente do risco que corriam, em alguns lugares dentro da estrutura, os níveis de radiação eram tão altos que uma exposição de mais de 5 minutos era mortal. Os "camaradas" trabalhavam em turnos de 2 minutos durante 24hs por dia  na construção do túnel e na limpeza de materiais radioativos no telhado da usina.
 Eles ficaram expostos à níveis de 2000 vezes acima do permitido, estima-se que 2/3 morreram. Por fim, o cooler não foi construído e a usina foi vedada com um grande sarcófago de chumbo.
O mais espantoso é que todos esses trabalhadores receberam apenas uma condecoração por heroísmo e $100.

A Academia Russa de Ciência estima 200 000 mortes na Rússia, Bielorrússia e Ucrânia, essa estimativa não é compatível com os dados da Comissão Nacional da Ucrânia para Proteção Radioativa que estipula uma margem de no mínimo 500 000 mortos no país.

É praticamente impossível estipular o número de mortes devido ao desastre nuclear, dados do governo soviético podem ter sido manipulados para não revelar ao mundo a verdadeira proporção do desastre.

Abaixo, links do documentário sobre o desastre: 





















Forças da Coalizão atacam a Líbia.

Jatos franceses atacam a Líbia.

Reforçando a Resolução 1973 do Conselho de Segurança, forças de uma Coalizão composta por países como EUA, Reino Unido, França e Canadá, Itália, Dinamarca, Espanha, Bélgica, Noruega, Qatar e Emirados Árabes Unidos iniciaram neste sábado, dia 19, um ataque contra as forças leais ao Coronel Khadafi. A medida prevê a criação de uma zona de restrição aérea sobre a Líbia e também a tomada de “quaisquer medidas necessárias para proteger o massacre de civis por tropas de Khadafi”.

O ataque inicial foi liderado por Rafales e Mirages franceses que destruíram depósitos de petróleo em Misrata além carros de combates blindados que estavam ameaçando a população civil em Benghazi. Depois, navios de guerra e submarinos britânicos e americanos estacionados no Mar Mediterrâneo despejaram uma chuva de mais de 100 Tomahawks sobre cerca de 20 alvos na costa Líbia. Já no dia de hoje foi à vez dos caças americanos, F-15, F-16, AV-8B Harriers e B-2 junto com Typhoons e Tornados britânicos bombardearem alvos específicos na capital Trípoli.

Agora os ataques se concentram no sistema de defesa aérea de Khadafi com objetivo de assegurarem a zona de restrição aérea. O sistema de defesa aérea de líbio é de fato sua arma mais potente. A Líbia possuí mais de 400 mísseis terra-ar além do perigoso sistema SA5A Gammon, de origem russa, que consegue abater um avião a uma distância de 150 quilômetros. O sistema data da década de 80 mais ainda é capaz de causar muitos estragos.

Enquanto isso, forças leais ao ditador entraram na cidade de Misrata, único reduto rebelde da parte oeste do país. Há relato de combates na cidade entre as forças de Khadafi e rebeldes. Já em Benghazi, os rebeldes avançaram para a parte oeste da cidade depois que os franceses destruíram alguns carros de combates e veículos militares de Khadafi. Eles agora implementam uma busca entre os colaboradores do ditador, que semearam o pânico nos últimos dias na cidade. Há relatos de que eles não estão fazendo prisioneiros, mas sim executando todos que possuem relações com o governo do ditador Khadafi.

Raio-X das Forças envolvidas.

As Forças de Coalizão que atacam a Líbia são compostas de jatos e armas de última geração. Tanto os EUA como o Reino Unido possuem submarinos no Mediterrâneo e foram estes que bombardearam o país com mísseis Tomahawk. Os britânicos também possuem aviões de combate Tornado e Typhoons que decolam da base aérea de Marham no leste da Inglaterra e são apoiados pelas Fragatas HMS Cumberland e HMS Westminster além de aviões para reabastecimento aéreo VC10 e Tristar como também aviões de vigilância E3D Sentry. Os americanos, além dos caças e bombardeios já citados no artigo mais acima, possuem um grupo de batalha naval deslocando para a região, composto de quatro navios, liderados pelo porta aviões USS Enterprise. A Espanha ajudará com jatos bombardeios F18 e a Noruega com jatos F16. A Itália, além dos jatos Tornados, ofereceu a base da OTAN em Nápoles para uso da Coalizão. A Dinamarca também enviará jatos de combate para região. Da parte do Canadá, além do HCMS Charlottetown, seis aviões de combate CF-18 também entrarão em cena.

Já por parte das forças de Khadafi, o único armamento respeitável é o sistema de defesa antiaéreo, entre ele o SA5 Gammon, já citado acima. Suas forças contam com um atraso de mais de 20 anos. No papel, a Líbia possuí uma força mecanizada respeitável de aproximadamente 2.000 carros de combate. No papel, claro. Cerca de 200 desses carros são T-72 soviéticos, 100 são T-62 e mais de 500 T-55, carros de combates bem antiquados, mas que ainda funcionam. O resto está inoperante. Dos 200 T-72 citados, menos da metade funciona. A maioria destes equipamentos é antiga, da época em que a Líbia esteve em guerra com o vizinho Chade. E estes armamentos foram subjugados por camionetes com metralhadoras montadas nas traseiras, operadas por irregulares tribais. Só isso já mostra a qualidade das forças de Khadafi.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Burundi envia mais 1.000 militares para a Missão de Paz na Somália.




O Burundi enviou esta semana mais 1.000 soldados para a missão de paz na Somália. As tropas burundesas juntos com tropas de Uganda operam sob a insígnia da União Africana (AMISOM) em conjunto com forças da GTF (Governo de Transição Federal, administração interina na Somália reconhecida internacionalmente). Esta ação faz parte do plano ainda do ano passado de elevar o número de militares na região para 12.000.

Isso é um feito extraordinário para um país tão pequeno como o Burundi, com apenas 28.000 quilômetros quadrados. Uma vantagem tanto para ele e também para Uganda é que suas tropas ganham experiência militar e melhor, são pagos por isso. Uma desvantagem é que os dois países passam a ser alvos de grupos radicais islâmicos existentes na Somália.

Enquanto isso, os combates na capital Mogadício entre as tropas de paz e da GTF contra o grupo islâmico al-Shabab continuam. Cerca de 50 soldados da missão de paz da AMISOM morreram nas duas últimas semanas em decorrência dos confrontos na cidade. Os distritos de Hodan, Hawlwadag e Abdi-Asis concentram a maioria dos combates.

A al-Shabab é um grupo fundamentalista Islâmico que surgiu por volta de 2004 e engajou na luta contra a GTF em 2009, depois que tropas Etíopes deixaram o país. E a luta parece que vai continuar. A Somália é de fato um estado falido, sem governo a décadas. O novo governo, que é representado pelo Presidente Sharif Ahmed, controla apenas uma parte do país.

Rápido crescimento militar chinês preocupa à Índia.


Fronteira entre Índia e China.


A Índia deu declarações esta semana que se mantém “cônscia e vigilante” em relação à crescente onda de modernização militar empregada pela sua vizinha China. A crescente influência da China no Oceano Índico e a construção de uma grande infra-estrutura militar no Tibet também preocupam o país. Uma resposta imediata do país hindu foi aumentar em 11.6% seu orçamento militar para este ano, passando a 35 bilhões de dólares. Essa soma não chega nem perto do orçamento anunciado pela gigante Chinês, que é de 91,5 bilhões de dólares.

No oceano, é a crescente influência chinesa no Oceano Índico que preocupa os indianos. Os chineses criaram uma rede de portos “amigos”, entre o Mar do Sul da China, atravessando pelo Estreito de Malaca, correndo pelo Oceano Índico até o Golfo da Árabia. Essa rede permite os chineses manter e expandir sua influência econômica e militar por toda essa região.

Já no Tibet, a China tem gastou rios de dinheiro construindo uma moderna infra-estrutura para abrigar seu exército na região. Cerca de cinco bases aéreas foram instaladas nas áreas de Pangta, Linchi, Hoping, Gar Gunsa e Gongar, sendo que a menos de um ano foram vistos pela primeira vez, jatos de combate chineses J-11, os mais modernos de sua frota, treinando na região. Construíram também uma rede rodoviária que chegou a 58.000 quilômetros de extensão em 2010, além de um grande aumento na rede ferroviária.

Jatos de combate chineses J-11 sobre o Tibet

Uma pequena resposta de imediato da Índia foi à movimentação de duas divisões de montanha para a área perto da fronteira com a China, junto com dois esquadrões aéreos compostos por SU-30MKI. Para longo prazo, o país pretende fechar um pacote com cerca de 200 jatos de combate, para ainda este ano. Estão na briga o sueco JAS-39 Gripen da Saab, o F/A-18 Super Hornet da Boeing, Rafale da Dassault, F-16 da Lockheed e o MiG-35 russo.

Sobre o crescente aumento nos gastos militares chineses, a Comunidade Internacional pediu para que a China fosse mais “transparente” sobre suas intenções acerca do rápido crescimento militar. O porta voz militar chinês, General Major Luo Yuang respondendo a questão, disse que a China “não devia ligar para que os outros países achavam” em relação aos seus gastos militares.

terça-feira, 15 de março de 2011

Estado de Emergência é decretado no Bahrein.



O rei do Bahrein, Hamad Ben Issa al-Khalifa, decretou nesta terça feira, dia 15, o estado de emergência no país, que vigorará por três meses. A medida veio depois de duas pessoas terem morrido em razão dos protestos no país. Na capital Manama, dez mil manifestantes marcharam rumo a embaixada da Arábia Saudita, em protesto contra o envio de tropas ao território bareinita.

O envio de tropas por parte da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos ao Bahrein faz parte de uma ação coletiva dos seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Kuwait) para demonstrar suporte a família real do Bahrein. O governo Saudita afirma que a ação é uma resposta a um pedido do rei al-Khalifa, para proteção da família real e também das instalações do governo. O estado de emergência contém uma autorização para que o chefe das Forças Armadas do Bahrein "tome as medidas necessárias para restaurar a segurança nacional". Cerca de 1.200 soldados já estão no território do Bahrein.

As manifestações, que já duram mais de um mês, são lideradas pelos Xiitas que correspondem a 70% da população do país e brigam por reformas políticas. Manifestantes também pedem a derrubada da monarquia Sunita, que governa o país há dois séculos.

Os manifestantes têm apoio do Irã, um país de maioria Xiita. O porta-voz da chancelaria do Irã, Ramin Mehmanparast, disse que a intervenção militar dos Estados do Golfo no Bahrein é "inaceitável" e complica a volátil situação no país. Afirmou também que "O povo do Bahrein tem demandas, que são legítimas e são expressas pacificamente. Qualquer violência em resposta a essas demandas legítimas deve ser interrompida".

Muitos analistas dizem que o apoio da Arábia Saudita está relacionado ao medo de que o levante dos xiitas bareinitas inspire os xiitas sauditas a fazerem o mesmo. Por isso, o país resolveu mandar tropas, na tentativa de ajudar a acalmar a situação. A verdade é que o Bahrein virou um campo de batalha de influências regionais, com a Arábia Saudita apoiando a monarquia Sunita do Bahrein e o Irã apoiando os manifestantes Xiitas.

E as Forças de Khadafi continuam a avançar..


As forças leais ao Coronel Khadafi tomaram nesta terça a importante cidade de Ajdabiya, o último ponto de defesa antes de Benghazi, sede do governo rebelde. A cidade possuía um importante papel estratégico para as forças rebeldes, pois abriga depósitos de armas e munições além de ser um importante entroncamento rodoviário ligando a duas cidades, Benghazi e Tobruk. Com a captura da cidade, as forças leais ao ditador líbio possuem a caminho livre para Benghazi.

O combate pela cidade não durou muito. As forças de Khadafi atacaram por duas direções e com uma gama de armas, como artilharia, ataques aéreos, carros de combates e mísseis. Os rebeldes, mal armados, começaram a debandar quando as forças leais ao ditador entraram na cidade. Há relato de que diversas casas foram destruídas e que também há civis mortos.

A estratégica usada por Khadafi, apostando em um pequeno número de tropas leais e mercenários (a maioria de nações africanas próximas à Líbia) tem dado certo por enquanto. As brigadas de assalto enviadas através da costa para sufocar os pontos rebeldes são apoiadas por carros de combate de origem russa e outros veículos blindados, além de algumas dezenas de caça-bombardeiros e helicópteros de combate. Navios de guerra no mar Mediterrâneo também dão suporte as forças de terra.

Inicialmente, o ditador parecia ter perdido o controle de algumas áreas do país, mas ainda na semana passada a maré virou. Khadafi conseguiu controlar a cidade de Zawiya, a 50 quilômetros de Trípoli e tomou ao leste as cidades petrolíferas de Ras Lanouf e Brega. Tudo indica que seu próximo alvo será Benghazi, a 160 quilômetros de Ajdabiya, já em mãos do ditador.

Zona de Restrição Aérea.

Franceses e Ingleses partiram ontem, para uma reunião do G8, no intuito de estabelecer uma zona de restrição aérea na Líbia. Porém as suas expectativas logo foram por água abaixo. O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, contrário a medida, declarou que seu país continua muito cético em relação zona de restrição de vôo e recomendou mais pressão política sob o ditador líbio. Suas declarações receberam apoio do Brasil, Rússia, África do Sul.

Só ocorrerá a proibição de vôo na Líbia se houver uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada por pelo menos nove votos favoráveis e sem veto de algum dos cinco membros permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido).

O Brasil se tornou a sétima maior economia do mundo?

Mesmo com o crescimento de 7,5% da economia brasileira, ainda é cedo para afirmar que o Brasil ultrapassou a Itália no ranking das maiores economias do mundo. O FMI só incluirá no ranking os resultados efetivos do crescimento do PIB em abril.

O PIB brasileiro em 2010 foi de US$ 2,089 trilhões e o italiano de US$ 2,037 trilhões.O ministro da fazenda, Guido Mantega declarou que se o PIB fosse calculado tendo em conta o poder de compra, o Brasil havia superado o Reino Unido e a França.

A projeção é que no fim de 2011, o Brasil deve estar na frente da Itália, já que as expectativas de crescimento brasileiro são maiores, levando em conta a valorização do Real e do Euro em relação ao Dólar.

Pelas previsões de economistas, o Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2018, com PIB de US$ 3,3 trilhões, atrás de EUA, China, Japão e Alemanha.







O risco vale a pena? Energia Nuclear


O tsunami gerado pelo terremoto de 9.0 na escala Richter que atingiu o Japão nessa semana gerou problemas na central nuclear de Fukushima Daiichi, apesar das explosões o reator continua intacto, mas o nível de radiação aumentou segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Apesar de ser mais cara quando comparada às demais fontes de energia, a energia nuclear tem várias vantagens:

- não contribui para o efeito de estufa;
- não depende da sazonalidade climática ;
- pouco ou quase nenhum impacto sobre a biosfera;
- grande disponibilidade de combustível;
- é a fonte mais concentrada de geração de energia
- a quantidade de resíduos radioactivos gerados é extremamente pequena e compacta;
- o risco de transporte do combustível é significativamente menor quando comparado ao gás e ao óleo das termoelétricas;
- não necessita de armazenamento da energia produzida em baterias

É sabido que todas as formas de geração de energia tem riscos, mas quando se trata de material radioativo e de uma catástrofe nuclear é preciso pensar em soluções futuras para diminuir os riscos de expor a população à radiação, ainda assim, a energia nuclear é a mais segura, foram poucos acidentes até hoje, mas não esquecidos.

Em 26 de Abril de 1986 o reator 4 de Chernobyl sofreu uma explosão que matou 56 pessoas, e estima-se que mais 4000 morrerão depois de terem sido expostos a radiação e contraírem câncer.


Para que o mundo possa desfrutar de todos os benefícios da energia nuclear é necessário uma política global de conscientização sobre a segurança nuclear, que foi abalada depois do desastre japonês, e investir em novas tecnologias que possam tornar os reatores cada vez mais seguros, treinar especialistas e engenheiros que possam criar novos reatores que não apresentem a mesma vulnerabilidade dos reatores antigos.

PS:
-Os reatores de Fukushima já tem mais de 40 anos
-Os reatores de Chernobyl eram os antigos RBMK soviéticos do final da década de 50


O risco vale a pena...

Um Batismo de Fogo Perfeito - APS Trophy.



As armas anti-tanques como os mísseis e lanças foguetes sempre estiveram entre as armas favoritas das guerrilhas urbanas. Fácil de carregar e perfeitos nas emboscadas, são amplamente usados desde o Afeganistão ao Iraque e também no Líbano e Faixa de Gaza. O conflito no sul do Líbano em 2006 entre a IDF contra o Hezbollah mostrou a vulnerabilidade das forças blindadas nos combates urbanos. Com novas táticas e apoiados por um sistema de defesa relativamente eficaz ao redor de porões e casamatas, o Hezbollah atingiu 50 carros de combates com armas anti-tanques, onde 18 destes eram do tipo Merkava IV de última geração, matando 23 soldados.

Essas lições e mais outras aprendidas no Iraque e na Chechênia levaram as potências militares a desenvolver um sistema que protegesse os carros de combates contra essas armas letais. A resposta por parte dos Israelenses, que penaram contra militantes do Hezbollah em 2006 e hoje em dia com os Palestinos na Faixa de Gaza, foi a partir de um sistema que teve seu batismo de fogo no dia primeiro deste mês em Gaza, se mostrando extremamente eficaz. Este evento ocorreu quando alguns carros de combates Merkava IV equipados com o Sistema de Proteção Ativado Trophy promoviam atividades de rotina na borda sul da Faixa de Gaza. De repente, uma equipe anti-tanque palestina abriu fogo com seu RPG contra um destes carros de combate. O novo sistema equipado ao carro identificou o fogo inimigo e o neutralizou ainda no ar, explodindo-o.

Desenvolvido pela Rafael Industries Ltd e pelas Industrias Militares Israelenses, o sistema foi concebido para proteger os carros de combates com um mecanismo que neutraliza as munições de cargas ocas oriundas de foguetes RPGs e lança foguetes a uma distância de 10 a 30 metros. O sistema emprega sensores e um radar para identificar um míssil inimigo. Quando um míssil lançado é detectado pelo radar, o sistema Trophy automaticamente é ativado, lançando submunições que neutraliza o projétil e o destrói no ar, sem causar danos ao carro de combate e nem a sua guarnição.

Este evento é histórico e possuí precedentes globais, já que é a primeira vez que um fogo anti-tanque é interceptado com sucesso sob condições de combates reais. O sistema é o que existe de mais avançado, sendo o primeiro sistema de defesa operacional ativo e isso concede a Israel uma grande vantagem estratégica na região.

A Rússia foi pioneira a desenvolver este tipo de sistema anti-míssil. O primeiro sistema foi o Drozd, desenvolvido em 1983 para lidar contra mísseis americanos no Afeganistão. E estes sistemas continuam a aparecer. Ano passado, uma empresa Ucraniana desenvolveu um sistema chamado Zaslon, que usa o componente ERA (Explosive Reactive Armour) e que chamou a atenção dos americanos. Será que com o sucesso do Trophy, este tipo de sistema deslancha no mercado?

Obama no Brasil

A vinda do presidente americano Barack Obama ao Brasil gera expectativa com o possível apoio dos americanos em garantir uma cadeira permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

O discurso do presidente americano será na Cinelândia, Rio de Janeiro no dia 20 de Março, o discurso será feito em inglês e reflete o plano de reaproximação entre os países, e  reforça a relação de parceria e confiança com a nova presidente eleita Dilma Rousseff.

O encontro com a presidente Dilma e com as autoridades brasileiras, visa debater assuntos como o pré-sal e o fornecimento de petróleo, a cooperação entre os dois países na produção do etanol, e o déficit da balança comercial que poderia exigir mudanças comerciais.

No ponto de vista dos americanos, a visita ao Brasil simboliza o reconhecimento do país como a maior liderança da América Latina, e uma reaproximação entre os dois estados que no governo do ex-presidente Lula teve um pouco de instabilidade devido a aproximação com Irã e da Venezuela.

A grande expectativa do governo brasileiro é que Obama, assim como fez na Índia, defenda uma posição brasileira na cadeira do Conselho de Segurança da ONU, que também é almejada por Índia, Alemanha e Japão.

Obama acompanhado do ex-presidente Lula